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JSD Mondim de Basto celebra Dia Internacional da Mulher com a apresentação de uma actividade PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Pretende-se com esta celebração chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher. 


A JSD Mondim de Basto não podia deixar passar em branco este dia. A igualdade de género é uma bandeira da actual comissão política, presidida por Sónia Silva. A participação recente  de dois membros da JSD Mondim de Basto no I Fórum Internacional de Violência de Género em Madrid, foi um sinal claro da importância que esta temática possui nesta estrutura.


Por isso, e como forma de homenagear as mulheres irá ser desenvolvida, nos próximos meses, uma actividade intitulada de “Na política as mulheres são capazes”.
As organizações de juventude não se podem  alhear à reivindicação e à fruição dos seus direitos, nem à exigência dos seus deveres. Por isso tentaremos, diariamente, contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, participada e inclusiva.


Como tudo começou...

Durante séculos, o papel da mulher incidiu sobretudo na sua função de mãe, esposa e dona de casa. Ao homem estava destinado um trabalho remunerado no exterior do núcleo familiar. Com o incremento da Revolução Industrial, na segunda metade do século XIX, muitas mulheres passaram a exercer uma actividade laboral, embora auferindo uma remuneração inferior à do homem. Lutando contra essa discriminação, as mulheres encetaram diversas formas de luta na Europa e nos EUA.


A lenda do Dia Internacional da Mulher nasceu de um momento histórico de grande importância simbólica. Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo. 


Eu...
Florbela Espanca
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...
Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber por quê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!